A disputa pela paternidade da transposição do São Francisco

junho 26, 2020


Desde o início das obras de transposição do rio São Francisco, em 2007, todos os presidentes da República já passaram pelo Velho Chico e fizeram a tradicional fotografia com a imensa estrutura sendo construída ou com as águas do rio ao fundo.

São imagens que vendem muito e transferem bons votos em eleições. Mas há algo que é mais comum do que as fotos: a disputa pela "paternidade" da obra. 

O PT fez o projeto, iniciou os trabalhos, mas não promoveu muitas inaugurações enquanto esteve no poder. Lula e Dilma até fizeram um ato de inauguração alternativo do Eixo Leste em 2017, na cidade de Monteiro, na Paraíba. 

O ato foi alternativo por um motivo: o trecho já havia sido inaugurado oficialmente dias antes por Michel Temer. Hoje, Jair Bolsonaro também fez uma inauguração de um trecho da obra. Dessa vez, na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará.

Tenho a impressão que a disputa pela paternidade se limita apenas ao mundo político, recheado de narrativas distintas. O povo sertanejo, sem dúvidas, só espera que a obra termine. 

E isso, querendo ou não, tem a participação de todos que passaram. Vamos combinar: até demorou demais. 

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